Pergunta. Um programa de reabilitação aumenta a distância percorrida no teste de caminhada de 6 minutos (TC6M, em metros) em relação ao cuidado habitual? Desenho: ensaio com dois grupos paralelos, 20 participantes (10 por grupo). Desfecho: distância em metros (contínuo). Dados fictícios para ilustração:
| Intervenção | Controle |
|---|---|
| 420 | 400 |
| 455 | 430 |
| 480 | 415 |
| 510 | 445 |
| 495 | 460 |
| 530 | 420 |
| 470 | 405 |
| 505 | 440 |
| 460 | 425 |
| 500 | 450 |
Cada passo abaixo corresponde a uma caixa do fluxograma, com o balão de decisão já aberto:
Distância em metros é numérica → estima-se uma média.
Intervenção vs. controle, participantes distintos.
Shapiro-Wilk p = 0,91 e 0,93.
→ normalidade confirmadaCompara médias sem exigir variâncias iguais.
→ fim da linha do tested de Cohen e IC da diferença.
Robustez e checklist CONSORT.
| Estatística | Valor | Leitura |
|---|---|---|
| Média ± DP — Intervenção | 482,5 ± 32,2 m | n = 10; mediana 487,5 |
| Média ± DP — Controle | 429,0 ± 19,7 m | n = 10; mediana 427,5 |
| Shapiro-Wilk (por grupo) | p = 0,91 / 0,93 | compatível com normalidade |
| Teste t de Welch | t = 4,49 · gl = 14,9 | variâncias desiguais acomodadas |
| Valor-p | p = 0,0004 | < 0,05 → rejeita a hipótese nula |
| Diferença de médias (IC 95%) | +53,5 m [28,1; 78,9] | intervalo não cruza zero |
| Tamanho de efeito | d = 2,0 · g = 1,9 | efeito muito grande |
Figura. Caixa (Q1–Q3, mediana) com os pontos individuais dos 20 participantes. A separação entre as distribuições é nítida e os pontos não se sobrepõem muito — coerente com o efeito grande estimado.
Como o desfecho é contínuo e comparamos dois grupos independentes, o ramo leva à checagem de normalidade. O Shapiro-Wilk não foi significativo nos dois grupos (p = 0,91 e 0,93) e os pontos seguem aproximadamente a diagonal num Q-Q plot, então a rota paramétrica é apropriada. Como os desvios-padrão diferem (32 vs. 20 m), usa-se a versão de Welch, que não exige variâncias iguais.
O teste retornou t = 4,49 (gl ≈ 14,9), p = 0,0004: rejeita-se a hipótese de médias iguais. Mas o p sozinho não basta — a diferença estimada foi de +53,5 m a favor da intervenção, IC 95% [28,1; 78,9], um intervalo que não cruza zero e cuja magnitude supera a diferença mínima clinicamente importante frequentemente citada para o TC6M (em torno de 30 m). O tamanho de efeito d = 2,0 confirma um efeito muito grande.
Seguindo o fluxo até o fim: como há um único desfecho primário, não há multiplicidade a corrigir; a análise de sensibilidade (reanálise sem o maior valor e IC por bootstrap) deve concordar com o resultado paramétrico; e o reporte segue o CONSORT, com efeito, IC, n por grupo e tratamento de dados faltantes declarados. Conclusão: evidência consistente de que o programa aumenta a distância no TC6M, com magnitude clinicamente relevante.
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